Ortodontia infantil
Queixo para trás ou para frente: quando olhar para os ossos da face
Retrognatismo e prognatismo são nomes difíceis para algo que os pais percebem no perfil da criança. Entenda o que observar e por que a idade importa.

Olhe o seu filho de perfil, com a boca fechada e relaxada. O queixo parece recuado em relação ao rosto? Ou parece mais à frente do que a parte de cima da boca? Essa observação simples já diz muito sobre como os ossos da face estão crescendo.
Os dois nomes que você vai ouvir
- Retrognatismo: a mandíbula, o osso de baixo, fica mais para trás. No perfil, o queixo parece pequeno ou recuado, e muitas vezes os dentes de cima ficam projetados para a frente.
- Prognatismo: a mandíbula fica mais à frente, ou a maxila, o osso de cima, ficou para trás. Os dentes de baixo podem encostar na frente dos de cima.
Há ainda o caso da maxila estreita, que aparece no perfil quando o queixo e a testa chamam mais atenção do que o meio do rosto.
Por que a idade faz tanta diferença
Esses desequilíbrios são esqueléticos: estão nos ossos, não só nos dentes. Por isso, alinhar os dentes sozinho não resolve a causa.
Enquanto a criança cresce, existe a possibilidade de orientar esse crescimento. É o trabalho da ortopedia funcional dos maxilares, área em que fiz meu aperfeiçoamento e que uso todos os dias na ortodontia infantil. Depois que o crescimento termina, as opções ficam mais limitadas.
Como esse cuidado acontece
O tratamento depende do que a avaliação mostrar. Em geral, envolve:
- Aparelhos funcionais, como o bionator e o twin block, que estimulam a posição e o crescimento da mandíbula.
- Expansão da maxila, quando o osso de cima está estreito.
- Atenção às funções: respiração, mastigação, deglutição e hábitos como chupeta e dedo, que influenciam o crescimento.
Depois que a base está equilibrada e os dentes permanentes chegam, o alinhamento final pode ser feito com alinhadores invisíveis.
Hereditário tem jeito?
Muitos pais me perguntam isso, porque reconhecem o próprio queixo no filho. A tendência pode, sim, vir da família. Mesmo assim, a avaliação durante o crescimento ajuda a entender o quanto dá para orientar em cada caso.
Dra. Janaína Nunes
Ortodontista, com aperfeiçoamento em Ortopedia Funcional dos Maxilares. CRO-DF 13276. Atende na Asa Norte e na Asa Sul, em Brasília.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação. Cada criança tem um caso diferente.
